Neurociência da força mental
Como reprogramar seu cérebro para ter FORÇA MENTAL
Vamos falar um pouco de neurociência para tratar das nossas atitudes, tanto as que temos por impulso como aquelas que necessitamos força de vontade para executá-las, e com esse conhecimento podemos criar uma versão melhor de nós mesmo. (Baseado nesse conhecimento, estou escrevendo, para mim mesmo, a versão que sonho em ser).
Há uma guerra rolando em nossa mente, o tempo todo. Se sem entender isso, seremos sempre uns escravos dos nossos impulsos, dos prazeres imediatos. Essa guerra ocorre entre o nosso córtex pré-frontal, que é a parte que nos distingue dos animais, área nobre do nosso cérebro, área responsável pelo planejamento, raciocínio lógico: as tomadas de decisões conscientes.
Do outro lado dessa guerra há sistema límbico, parte primitiva, que luta pela nossa sobrevivência, com respostas rápidas e busca constantes pelo caminho mais curto e prazeroso, na mesma região estão os gânglios basais. Esse são responsáveis pelas nossas ações no piloto automático.
Então quando agimos sem intenção, sem um propósito claro, quem está no comando é a parte primitiva da nossa mente. E isso funciona muito bem para a nossa SOBREVIVENCIA. E aqui mora a maior frustação de nossa vida cotidiana: Não queremos apenas sobreviver, fomos criados para grandes aventuras, grandes conquistas. Viver a vida é muito mais que apenas sobreviver.
O resultado será sempre uma percepção de frustração, ansiedade, um desconforto que quem está vivendo uma vida reativa, sem controle.
Isso tem solução, mas não é fácil. Como já disse antes, fácil é sobreviver.
Precisamos ativar a força mental, com visualização e planejamento. Antes de cada situação, de cada desafio, você precisa se perguntar: como a sua melhor versão agiria? Pense na pessoa que você quer ser, a pessoa que age com propósito e clareza, (ninguém quer ser um bosta). A imagem em mente, aquela pessoa ideal, aquela pessoa excelente em ação é muito poderosa para guiar nossas ações.
Que moleza! Será? Muito mais fácil que construir uma empresa ou carreira de sucesso é receber bolsa família. Muito mais fácil que construir uma família, com relações saudáveis é fugir e iniciar uma relação nova. Escolher acordar um pouco mais cedo para rezar ou fazer exercício e muito mais desconfortável do que ficar um pouco mais na cama; comer besteira é muito mais gostoso do que as opções saudáveis; maratonar series na TV é muito mais gostoso que dedicar algumas horas estudando ou praticando uma habilidade.
Aqui que entra força que os hábitos tem na nossa vida. Aristóteles já falou isso, há muitos séculos:
Essa construção de hábito leva tempo e não é gostoso, principalmente no início. Nosso lado animal ficará tentando, a todo custo, nos levar de volta para o conforto, isso com a imensa preocupação de que o desconforto nos matará.
E surge aquelas contas magicas sobre a força do hábito: 20 dias, 30 dias, 1.000 horas. Mas esses números não são importantes, juntamente por não se tratar de matemática. A questão aqui é provar para o lado primitivo do nosso cérebro que desconforto não mata, e até nos fortalece.
Então estejamos prontos para o desconforto, só ele que nos levará para a realização da pessoa que sonhamos em ser.
Uma boa dica para começar, e o primeiro passo pode ser quando a hora de acordar, com o famoso minuto heroico, proposto por São Josemaria Escrivá:
“Vence-te em cada dia desde o primeiro momento, levantando-te pontualmente a uma hora fixa, sem conceder um só minuto à preguiça. Se, com a ajuda de Deus, te venceres, muito terás adiantado para o resto do dia. Desmoraliza tanto sentir-se vencido na primeira escaramuça!” (Caminho, 191).




