Cuidado com as máximas do senso comum nos negócios.
Futuros muito certos, muitas vezes se dão de forma oposta ao imaginado.
No início dos anos 2000 (quando eu era um jovem estudante de jornalismo) começou a proliferar hipermercados internacionais no Brasil: Carrefour, Wall Mart, entre outros. Claro que nas capitais esse movimento começou um pouco antes. Com a chegada desses gigantes, que combinavam bons preços, variedade nunca vista, horário estendidos, já se começou a divulgar o velório dos mercados e mercadinhos de bairro: “Estamos diante do futuro, esses mercados pequenos não sobreviverão!”
O que vemos hoje: Atacados e mini mercados. Mercadinhos de bairro estão cada vez mais completos, e estão onde a vida das pessoas acontecem. O movimento de mini mercados é muito interessante, com a tecnologia de automação e sistemas de pagamento esses estão presentes nos condomínios e clubes, sem a necessidade de atendentes. Outro exemplo é a abertura de muitas lojas da Oxxo, rede de minimercados, que em apenas 4 anos operando no país, contará com 600 lojas até o final do ano.
E os carros elétricos e autônomos, que a poucos anos iriam aposentar os movidos a suco de dinossauro, e quem não quisesse comprar um carro elétrico era uma péssima pessoa. Até que o dono da fábrica de carros elétricos mais legais do mundo se tornar um homem do mal e agora esses carros são vandalizados pelas pessoas do amor.
Já estamos na terceira onda de nascimento e morte do carro elétrico. Ainda temos muitas barreiras tecnologias a serem vencidas como a durabilidade das baterias, a velocidade de carregamento. E ainda há muitas questões discutíveis a respeito dos componentes tóxicos da bateria, bem como problemas ambientais e sociais na mineração esses produtos. Além, é claro, do habito do consumidor, que não será trocado do dia para noite.
Na comunicação também temos essas máximas que nunca se concretizaram: Com a criação do rádio, o jornal impresso acabaria. A Tv iria acabar com o jornal e o rádio juntos. E a internet iria acabar com todos seus antecessores, e o realmente ela fez: englobou tudo: jornal, rádio, TV, além das praças em que as pessoas se encontravam para se discutir assuntos variados.
O Substack mesmo, aqui tem um pouco de cartas escritas, um pouco de Orkut, um pouco de artigos dos jornais.
Para concluir: Certezas sobre acontecimentos futuros dos negócios, muitas vezes não se validam, algumas vezes acontecem alguma adaptação, ligeiras mudanças, e muitas vezes as coisas voltam para seu lugar natural, como se nada tivesse acontecido.



